terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ideias combativas #1

Conferência do Solstício - Física Quântica

A IV Conferência do Solstício deste ano será dedicada à 'Física Quântica'.

A oradora convidada, Patrícia Gonçalves, irá explicar de modo claro, este tema, a todos os que queiram conhecer melhor a disciplina.

A iniciativa terá lugar na Escola-Oficina nº1, no Largo da Graça, em Lisboa, no dia 16 de Dezembro, às 18h.

A Patrícia Gonçalves é investigadora do 'LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas' e docente no 'Instituto Superior Técnico'.

A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Mais informações:
Local: Escola-Oficina nº1, Largo da Graça, 58, Lisboa
Data: 16 de Dezembro, 18h
Organização: COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa
Ver mais: aqui.


Sobre a Comcept

Meu depoimento sobre a Comcept ao Jornal de Notícias: 

 A Comcept é uma associação cívica de defesa da ciência contra a pseudociência, dos factos contra os factos alternativos , da verdade contra a pós-verdade, formada há cinco anos por um grupo de jovens e à qual eu me orgulho de pertencer. Alimenta um site, organiza tertúlias regulares, uma conferência anual, preparam publicações o recente livro "Não se deixe enganar" e atribuem um prémios como um muito curioso, "O Unicórnio Voador", aos autores das maiores tretas do ano (e não têm faltado casos merecedoras dessa negativa distinção). A associação dirigida pela bióloga Diana Barbosa é muito activa e faz um "trabalho de sapa" de denúncias de maus usos ou invocações da ciência e, em geral, de fraudes e mentiras. O espírito crítico, tão bem defendido por Carl Sagan, o autor de "O mundo infestado de demónios", é a sua melhor arma. É preciso desconfiar e investigar pois há muita gente a tentar enganar-nos. Associações como esta existem em muitos países do mundo, como os Estados Unidos onde o CSICOP, o Comité para a Investigação Científica de alegados fenómenos paranormais, em conhecido por desmontar casos de de discos voadores, telepatia, videntes, milagres, etc. .Só posso elogiar o trabalho do Comcept, como fiz no prefácio do livro recente. .Este grupo presta, de uma forma desinteressada e revelando cidadania exemplar, verdadeiro serviço público. Longa vida à Comcept!

Proibição de telemóveis na escola francesa

Emmanuel Macron, na sua campanha para presidente, havia prometido a medida e Jean-Michel Blanquer, o seu ministro da educação, concretiza-a: será proibido o uso dos telemóveis nas escolas - tanto nas aulas como nos recreios - a partir de Setembro de 2018.

Ver a notícia no Liberation e no Expresso

DAVID MARÇAL NO "INFERNO" (CANAL Q)

ANIVERSÁRIO DO RÓMULO EM COIMBRA

Aniversário do Rómulo com a intervenção "Como vejo o mundo" do Prof. Adriano Moreira a partir do minuto 6:

Introduzir os doutorados nas empresas

Minha ideia para Portugal que foi publicada a 23/11/2017 no número de 20 anos do Jornal de Negócios:

Uma das maiores transformações que se deu em Portugal nos últimos 30 anos foi a enorme expansão do sistema científico, bem visível em dois indicadores que mostram um elevado crescimento ininterrupto: o número de novos doutorados em cada ano e o número de novas publicações científicas também em cada ano. Em 1986, ano da nossa entrada na União Europeia, doutoraram-se em Portugal ou no estrangeiro, pedindo equivalência em Portugal, 216 indivíduos e em 2015 já foram 2969 (a maior parte mulheres!). Em1986, publicaram-se 664 artigos em revistas especializadas e, em 2015, ,já foram 21.333. Nenhum destes indicadores foi afectado pela crise. As pessoas continuaram a doutorar-se, mesmo pagando do seu próprio bolso, e continuaram a realizar trabalho científico reconhecido em avaliação internacional pelos pares. Portanto, qualificou-se muita gente, que é capaz de produzir novo conhecimento nas mais variadas áreas.

Mas há um problema grave que urge resolver: o emprego científico. Não está resolvida a questão profissional dos jovens que obtêm qualificação ao mais alto nível. Só uma parte muito pequena dos doutorados encontra emprego no ensino superior e laboratórios estatais e só uma parte ainda mais pequena vai trabalhar em empresas. Muitos deles têm procurado trabalho no estrangeiro (ver o projecto GPS,Global Portuguese Scientists da Fundação Francisco Manuel dos Santos). O que é preciso fazer? Além da renovação geracional das escolas do ensino superior e dos laboratórios de Estado, que só lenta e parcialmente está em curso, são precisos estímulos (por exemplo, de natureza fiscal) para que as empresas contratem doutorados, de modo a transferir conhecimento para a economia. Sem isso,a sociedade do conhecimento ficará comprometida, limitando-nos a importar novas ideias e produtos produzidos noutros sítios.

 Introduzir os doutorados nas empresas:eis uma ideia de negócio que nos ajudaria a abrir as portas do futuro!

VICTOR-HUGO FORJAZ E A UNIVERSIDADE DOS AÇORES

C
omunicado recebido da OTC e da FENPROF sobre a situação de um  professor de vulcanologia que tem colaborado com este blogue:

Face ao comportamento indigno por parte da Universidade dos Açores em relação a um seu professor catedrático jubilado, despejado do gabinete que mantinha naquela universidade, no próprio dia em que recebeu a comunicação para o esvaziar até essa data, a Organização dos Trabalhadores Científicos – OTC e a Federação Nacional dos Professores – FENPROF, decidiram emitir o seguinte comunicado:

O Homem, a Instituição e o respeito pela dignidade

Victor-Hugo Forjaz, professor e investigador, ingressou em 1981 na Universidade dos Açores, na qual durante 15 anos dirigiu o departamento de Geociências, tendo mantido vínculo à universidade até 2010, ano em que se jubilou na categoria de professor catedrático, ao atingir a idade de 70 anos. Desde então, permaneceu ativo e cientificamente produtivo com trabalho reconhecido no nosso país, onde dirige o Observatório Vulcanológico dos Açores, e no estrangeiro.
Manteve um gabinete próprio que acolhe um espólio científico considerável de interesse geral, onde se destacam livros especializados (alguns raros), estudos e relatórios, amostras estudadas e em estudo, muitas recolhidas no decurso de missões científicas, textos em preparação para publicação no país e no estrangeiro. É um vasto espólio resultado de dezenas de anos de investigação e ensino, em parte com a confidencialidade própria de uma atividade científica e técnica muito específica.
A 27 de Setembro último, Victor-Hugo Forjaz recebe da Administração da Universidade um ofício datado de uma semana antes, que o intima a retirar do interior do seu gabinete “algum material que poderá ser do seu interesse reaver”, fixando como data limite para o despejo o mesmo dia 27 de Setembro. Após essa data ― acrescenta-se no referido ofício ―, não se verificando a retirada do “material”, a Administração removê-lo-á para lugar apropriado onde permanecerá até final do ano “devidamente acondicionado”. Depois não se sabe. O futuro a Deus pertence ou, melhor, à Administração.
No mesmo dia segue a resposta do Professor Victor-Hugo Forjaz que refere ter sido a determinação do “despejo unilateral do (seu) gabinete de trabalho na Universidade dos Açores tomada sem qualquer diálogo com o próprio como seria da “mais elementar justiça”, concedendo ao interessado um prazo de retirada viável do espólio em questão, tanto mais que a idade e as condições físicas ― doença crónica com múltiplas complicações do foro cardiovascular ― clinicamente atestadas, desaconselham mesmo pequenos esforços físicos mas também situações perturbadoras do equilíbrio emocional da pessoa.
Victor-Hugo Forjaz não se arroga o direito ao espaço que lhe fora atribuído há mais de uma década e não se opõe ao “despejo”. Considera sim, como nós, que deve ser tratado com o respeito devido a qualquer cidadão. Respeito e consideração pela dignidade da pessoa que é, além disso, alguém com um passado de longos anos de serviço público de mérito excecional.
A resposta da Administração fez-se esperar e só foi recebida a 2 de Novembro, na forma de um curto ofício datado…de 20 de Outubro. O Ofício limitava-se a informar que o material em causa “ficará à guarda da Universidade dos Açores até que V. Ex.a possa providenciar no sentido do mesmo ser levantado”. Entretanto, no próprio dia 27 de Setembro, o “material” terá sido retirado, “encaixotado” e levado para parte incerta. A 26 de Novembro corrente, Victor-Hugo Forjaz informa-nos de que continua sem saber ”para onde levaram o meu espólio de arquivo e o que escrevia”! A justa indignação que o assalta leva-o a ponderar dirigir-se à autoridade policial apresentando “queixa de roubo”.
A indignação é de todo justificada e inqualificável o tratamento a que o Prof. Victor-Hugo Forjaz é sujeito.

O Secretariado Nacional da FENPROF
A Direção da Organização dos Trabalhadores Científicos

Nota: O Prof. Victor-Hugo Forjaz poderá ser contactado pelo seguinte meio:

QUEM É VICTOR-HUGO FORJAZ
Victor Hugo Forjaz nasceu na Horta, Açores, em 1940. Vulcanólogo e Professor-Catedrático do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores. É licenciado em Ciências Geológicas, pela Faculdade de Ciências de Lisboa, doutorado em Vulcanologia de Engenharia e Agregado em Geotermia pela Universidade dos Açores (UAç). Tirou as especialidades em Riscos Geológicos e Vulcanológicos (US Geological Survey) e em Ciências Geotérmicas (Pisa, Itália).
Em 1976, fixa-se na Ilha de São Miguel, a convite da Junta Governativa, ali instalando laboratórios modernos de investigação científica. Colaborou na instalação do Instituto Universitário, depois Universidade dos Açores, a qual integrou em 1981. Foi Diretor do Programa Geotérmico dos Açores durante 15 anos. Foi diretor do Projeto Geotérmico do Vulcão do Fogo (Universidade dos Açores), Coordenador do Projeto “Furnas - Vulcão Laboratório Europeu” e da RUVS - Rede Universitária de Vigilância Vulcânica e Sísmica, base do sistema de vigilância Geológica do Arquipélago. É o atual presidente da Direcção do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (sigla OVGA).
Co-fundador da International Society of Planetology e fundador do Instituto de Geociências dos Açores. Em 1985, foi co-fundador do Centro de Vulcanologia do INIC (Instituto Nacional de Investigação Científica). Co-representante nacional na Rede Europeia de Vulcanologia da European Science Foundation).
Como bolseiro e congressista, ao longo dos anos, efetuou missões científicas aos vulcões na Europa continental, Islândia, América do Norte, América Central continental, Antilhas, Havai, Indonésia, Filipinas, Japão, etc. Foi e é um estudioso apaixonado da erupção submarina do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, e da Serreta, na Ilha Terceira.

Victor Forjaz é autor e co-autor de 150 publicações sendo refere de editoras europeias. É sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia de Marinha. É laureado pela Academia de Ciências de Moscovo e pelo Laboratório de Vulcanologia da Universidade de Paris. Foi-lhe atribuída a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (Descoberta e Inovação).

domingo, 10 de dezembro de 2017

"Arte de falar e arte de estar calado"

Informação chegada chegada ao De Rerum Natura.

Apresentação do livro "Arte de falar e arte de estar calado: Augusto de Castro - Jornalismo e Diplomacia", de Clara Serrano, no próximo dia 12 de Dezembro pelas 17h30, no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, em Coimbra.


RESUMO. "Arte de falar e arte de estar calado: Augusto de Castro - Jornalismo e Diplomacia", de Clara Serrano. Nascido em 1883, o jornalista e diplomata Augusto de Castro viria a deparar-se na vida, como o próprio afirmou mais tarde, com “deliciosas ironias”. Nesta obra propõe-se uma viagem pela vida de Augusto de Castro, figura marcante da vida diplomática, política e cultural do século XX português, que acompanhou de perto as principais mudanças vivenciadas pelo país e que privou com alguns dos principais actores políticos, económicos e culturais da cena nacional e internacional do seu tempo. 

Mais informações aqui.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ELOGIO DO ILUMINISMO

Meu texto no último número da revista RUA LARGA:

Em 1784, Immanuel Kant publicou um folheto em que respondia à questão: O que é o Iluminismo? “Iluminismo é a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria, se a sua causa não residir na carência de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem a guia de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento!” O Iluminismo consiste, portanto, em seguir a voz interior da razão. Kant era um newtoniano que, depois de ter escrito um tratado de mecânica celeste, procurou “a lei moral interior”. O ideal iluminista consistia em seguir sempre a razão, tanto nas coisas da Natureza como nas coisas do homem. E a razão significava conhecimento, mas também liberdade, igualdade e direitos. O Iluminismo triunfou na ciência, ao acelerar um progresso material que dura até hoje, mas, tendo lançado as sementes de progresso moral e social, não assegurou, porém, o seu crescimento ao mesmo ritmo. Cedo se percebeu que, se o método científico era adequado para descrever a Natureza, conduzindo a uma visão racional universalmente aceite, em matérias sociais e humanas esse método de nada servia. Tinha de se avançar de forma lenta e errática.

Em 1784, reinava em Portugal D. Maria I. Quando foi entronizada, em 1777, virava-se uma página da história marcada pela forte ação do Marquês de Pombal, secretário de Estado de, D. José, pai de D. Maria. Costuma associar-se o Marquês ao Iluminismo luso, em virtude da reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755 e da reforma da Universidade de Coimbra de 1772, implantando o newtonianismo, para não falar das grandes mudanças económicas e religiosas que empreendeu. O seu conflito com os jesuítas, que teve o auge na sua expulsão do reino em 1759, ilustra bem a disputa pelo poder na época. Mais do que uma questão teológica, estava em jogo a afirmação do Estado e do regalismo, já que os jesuítas tinham um voto de obediência ao Papa. Era a razão de Estado contra a razão da Companhia de Jesus. A moderna historiografia ensina-nos a não ver o passado a preto e branco: nem os jesuítas eram tão maus quanto a implacável propaganda pombalina fazia crer – por exemplo, padres como Inácio Monteiro eram iluministas – nem o Marquês era um modelo de racionalidade. Ele acendia a sua luz, mas, para que ela se visse melhor, apagava a dos outros (o historiador britânico Kenneth Maxwell chamou-lhe o “paradoxo do Iluminismo”). Não desprezando o papel transformador do Marquês, a verdade é que D. João V, o nosso “rei Sol”, já antes tinha feito luz. A construção da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, do Convento de Mafra e a fundação da Academia Real da História Portuguesa foram momentos brilhantes do nosso Iluminismo.

Hoje somos todos descendentes do Iluminismo. Apreciamos o conhecimento e apreciamos também os valores sociais e humanos que esse extraordinário tempo histórico nos legou. Há, além do mais, uma atitude optimista no Iluminismo – resumida no Sapere aude! Ousa saber! –, que continua a ser muito útil nos enevoados dias de hoje. Não nos devemos deixar levar pelos profetas da desgraça, mas antes confiar que, com decisão e coragem, acabaremos por encontrar soluções para os problemas que nos afligem.

O Espaço: do pequeníssimo à imensidão


Na próxima 3ª feira, 12 de Dezembro pelas 18h, realiza-se no RÓMULO Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "O Espaço: do pequeníssimo à imensidão" com João Fernandes, Professor do Departamento de Matemática e Director do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra. 

ENTRADA LIVRE 

Público-Alvo: Público em Geral 

Palestra inserida no Ciclo de Palestras de Astronomia e Astrofísica "ASTROTALKS", organizado pela SAC - Secção de Astronomia da Associação Académica da Universidade de Coimbra.

GABINETE DE FÌSICA EXPERIMENTAL DE COIMBRA SABADO 20H NA RTP2




--> --> --> Sábado, 9 de Dezembro às 20h na RTP2 e RTP Play  (com repetição 2ª feira à noite)

Programa da ESECTV. Na próxima edição uma viagem até à Casa Municipal da Cultura de Coimbra, para assistirmos o espectáculo Mariana Pineda, pela Bonifrates, um espectáculo que assinala os 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal. CO Meets AD, uma iniciativa da Escola Superior de Educação de Coimbra, que visa cruzar os conhecimentos e competências de diferentes cursos da ESEC. Visitamos a exposição "Pintores poetas, Pintura e Caligrafia na Doação Camilo Pessanha” no Museu Nacional de Machado de Castro. 

E na rubrica Sítios desta semana conversamos com o físico Carlos Fiolhais. Emissão com interpretação em Língua Gestual Por

RECONHECIMENTO MUNDIAL DOS BONECOS DE ESTREMOZ

"O amor é cego" de Ricardo Fonseca

Os "bonecos de Estremoz", os seus nomes e histórias fazem parte das minhas memórias mais antigas. Ainda que à distância, tenho acompanhado a progressiva consolidação e divulgação 
desta arte que foi hoje reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

De entre todos os "bonecos" que conheço o meu preferido é o que a imagem representa. Chama-se "O amor é cego". Esta versão - há muitas -, foi feita por Ricardo Fonseca, o "bonequiro" mais jovem.

Deixo a ligação para o último texto do blogue de Hernâni Matos, a quem se deve um excelente trabalho de recuperação da memória desta expressão cultural que conta já com três séculos de existência: "Bonecos de Estremoz: Proclamados Património Cultural Imaterial da Humanidade".

Mais informação aqui.

Afinal o que somos em matéria de educação escolar: os melhores ou os piores?

Não é só o famoso PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes), da responsabilidade da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que mede a aprendizagem (traduzida em literacia) dos alunos do ensino básico (mais precisamente, dos alunos de 15 anos de idade que estarão no 9.º ano de escolaridade), nas disciplinas ditas fundamentais ou essenciais. Há outros programas internacionais que também medem a literacia na leitura, matemática e ciências.

No respeitante à literacia na matemática e nas ciências, Portugal participa desde 1995 (ainda que com interrupções) no TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study), da responsabilidade da International Association for the Evaluation of Educational Achievement (IEA) e aplicado de quatro em quatro anos a alunos do 4.º ano de escolaridade (aqui).
No respeitante à literacia na leitura, Portugal participa, desde a mesma altura (e também com interrupções), no  PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), da responsabilidade da mesma IEA e aplicado de cinco em cinco anos a alunos do mesmo patamar de escolaridade (aqui).

Foram divulgados nesta semana os resultados obtidos na última passagem do PIRLS, que teve lugar em 2016 e na qual participou meia centena de países. Ficámos a saber que o nosso país desceu a pique na fluência e compreensão de leitura. Estamos na trigésima posição.

O que se passou, então, se ainda há pouco tempo o PISA mostrava uma franca subida das três literacias?

Os jornais perguntaram isto mesmo a quem tem e já teve responsabilidades políticas, a representantes de várias entidades integrantes do sistema educativo, a académicos. Obtiveram-se as habituais trocas de culpas e tentativas de explicação: desvalorização, por parte dos alunos, dos testes que não contam para classificação; inconstância na obrigatoriedade de exames nacionais; mudanças frequentes no currículo e incongruências nos documentos que o compõem; extensão dos conteúdos disciplinares; falta de preparação dos professores ou preparação inadequada; metodologias tradicionais e ineficazes, etc. Em sequência, declara-se a não menos habitual necessidade de mudança, que, bem vistas as coisas, será tudo.

Devo dizer que a opinião mais prudente que vi foi dada pelo presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamento e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima (citado por Clara Viana): temos de nos orientar nesta situação “bipolar que ora nos faz dizer que somos os melhores do mundo para logo de seguida nos apresentarmos como os piores”.

Informação recolhida sobretudo nos seguintes artigos online:
- Avaliação internacional mostra que alunos do 4.º ano estão pior na leitura, de Clara Viana (Público de 5 de Novembro)
- Maus resultados nas competências de leitura no 4.º ano: a culpa é dos currículos ou dos professores? de Clara Viana (Público de 6 de Novembro)
- 4.º ano. Alunos portugueses foram os que mais pioraram resultados na leitura em cinco anos na Europa, de Marlene Carriço (Observador, de 5 de Dezembro)

- PIRLS 2016 - Évaluation internationale des élèves de CM1 en compréhension de l'écrit - Évolution des performances sur quinze ans, de Marc Colmant, Marion Le Cam

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Esclarecimento de Guilherme Valente


Altero a interpretação e esclareço o erro de citação de memória que fiz de uma leitura de Agosto da afirmação acima de Alexandra Lucas Coelho (ALC) numa entrevista ao DN (DN de 18/8/17 e meu artigo no Público de 30/11/17, no link acima).

 Lamento ter optado por concluir que, ao afirmar que Portugal não é "branco, nem em primeiro lugar dos brancos", ALC estivesse a incorrer num enorme disparate, como pressupus e sugeri no meu artigo. Disparate em que teria incorrido de facto se com o "nem em primeiro lugar dos brancos" tivesse querido dizer que Portugal é "em primeiro lugar" de um outro grupo humano, qualquer que ele fosse.

 O que eu devia ter optado por pressupor com boa vontade e júbilo é que ALC estava a defender o óbvio que também eu quis acentuar no meu artigo: Portugal é de todos os portugueses e não "em primeiro lugar", ou em segundo, ou em terceiro, ou em qualquer outro lugar de nenhum qualquer grupo humano.

 O que posso legitimamente pensar - e pretendi mostrar no meu artigo com o exemplo pouco feliz que lamento - é que, no registo delicado em causa, afirmações de algum modo do teor da que ALC fez me parecem poder induzir equívocos e suscitar sentimentos muito indesejáveis.

 Peço desculpa a ALC e a quem me leu pelo erro de citação que cometi.

 Guilherme Valente

PS) A citação foi retirada do post.

DÉFICE NA EDUCAÇÃO

No passado dia 3, o Primeiro Ministro, na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, no Palácio da Bolsa, no Porto, disse, preto no branco:
“De uma vez por todas, o país tem de compreender que o maior défice que temos não é o das finanças. O maior défice que temos é o défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”.
Dito, creio que, de improviso, o que está no pensamento de António Costa, veio ao encontro do que ando a dizer há muitos anos.

Num país, como Portugal, onde a investigação científica e o ensino superior, em todas as áreas do conhecimento, está ao nível do que caracteriza os países mais avançados, é confrangedor assistir à generalizada iliteracia dos portugueses, incluindo muitos dos nossos quadros superiores, intelectuais de serviço e políticos de profissão que, embora conhecedores dos domínios em que se movimentam, são falhos de outras culturas, em particular da científica, que a escola deveria dar mas não deu, como está implícito nas palavras do Primeiro Ministro.

Sou levado a pensar, e não estou só nesta ideia, que grande parte da situação vinda agora, bem ao de cima nas ditas palavras, radica, desde há muito e em grande parte, na “máquina” do Ministério da Educação. Os ministros e secretários de estado, uns com ideias, outros sem elas, têm-se seguido ao sabor das legislaturas e das remodelações. Foram entrando, ignorando muitas das disposições dos que os antecederam, criando outras e desaparecendo de cena, dando lugar a novos outros, em repetição deste desgraçado ciclo. Mas a “máquina”, essa, praticamente, não muda e é essa, quanto a mim uma das responsáveis pelo défice agora denunciado por António Costa.

Outra parte da responsabilidade desta triste e lamentável situação cabe aos sucessivos chefes de governo que, mais preocupados com outros sectores da administração, dividendos políticos e outras aberrações dos aparelhos partidários instalados, têm descurado este gravíssimo problema, dito agora nas suas palavras como primeiro ministro:
“défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”.
É urgente olhar para a realidade do nosso ensino e é preciso vontade política para promover uma profunda avaliação e consequente reformulação desta máquina ministerial despida de constrangimentos mais partidários do que políticos.

É preciso e urgente que o Ministério da Educação se torne numa das principais preocupações dos governos, não só na escolha dos respectivos titulares, como nas dotações orçamentas que permitam dar às escolas as necessárias condições de trabalho e de relativa autonomia e, aos professores, a dignidade compatível com o importantíssimo papel que representam na sociedade, a começar nos respectivos vencimentos.

É preciso e urgente que o Ministério da Educação chame a si um conjunto de bons professores e outros profissionais capazes de proceder à necessária e profunda revisão de tudo o que se relacione com o ensino básico e secundário, a começar na conveniente e eficaz formação de professores, reformulação de programas passando pelos livros e outros manuais adoptados (que envolvem interesses instalados) com discursos estereotipados que se repetem acriticamente em obediência a esses programas, levando ou, melhor, obrigando os professores, não a ensinar e formar cidadãos, mas a “amestrar” alunos a acertar nos questionários de exames, por vezes, autênticas charadas.

Sempre disse e insisto em dizer que o professor deve saber muito, mas muito mais do que o estipulado no programa da disciplina que deve ter por missão ensinar. Não pode, de maneira nenhuma, ser um mero transmissor das noções, tantas vezes, insisto em dizer, estereotipadas e acríticas dos manuais de ensino.

Esse muito mais está na abrangência dos seus conhecimentos, não necessariamente especializados ou de ponta (indispensáveis no ensino superior), mas ao nível de uma sólida cultura científica e humanística. E isso vem de trás, da formação cívica que adquiriu, do modo como passou pela universidade e do proveito que tirou desse privilégio, numa sociedade plena de desigualdades como tem sido a nossa.

Mas esses conhecimentos, todos sabemos, estão ao seu alcance nas hoje muito boas bibliotecas das escolas e, agora mais do que nunca, na inesgotável, imediata e acessível via “on line”.
Para tal, os professores necessitam de tempo, e tempo é coisa que os professores não têm. Há que libertá-los de, praticamente, todas as tarefas que não sejam as de ensinar. Há que resolver o problema das suas colocações, com vidas insuportáveis material e emocionalmente, a dezenas de quilómetros de casa, separados das famílias.

Se nada disto for iniciado por este governo, as palavras de António Costa que, estou certo, terão todo o apoio dos PCP; BE e PEV, não passarão disso mesmo.

O sistema social e político dominante na sociedade capitalista que domina na União Europeia, continua a promover e alargar o fosso entre os que estudam, e assim aspiram e conquistam o direito à cidadania, e os outros.

Transmitir esta mensagem aos jovens é um dever moral e cívico dos professores, essencial na luta contra o insucesso escolar e pelo direito a uma condição humana de maior dignidade. Não é fácil, mas não é impossível esta tarefa. Há que saber ganhar a confiança dos alunos e, também, o seu afecto. Feliz do estudante que goste da convivência com o seu professor.

Essa relação é decisiva na sua atitude face à escola e ao gosto de aprender. Duplamente feliz se o professor estiver à altura do seu papel que, para além de educacional, é, sobretudo, social.

A. Galopim de Carvalho

ANTROPOLOGIA FORENSE E INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Na próxima 4ª feira, dia 13 de Dezembro, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra 

"Antropologia forense e investigação criminal"

por Eugénia Cunha

investigadora do Laboratório de Antropologia Forense, Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, professora do Departamento Ciências Vida da Universidade de Coimbra. Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis"*.


Resumo da palestra: "Na investigação forense a interdisciplinaridade é fundamental. A informação extraída pela antropologia forense dum fragmento ósseo, duma porção corporal, dum corpo em adiantado estado de decomposição, esqueletizado ou cremado pode ser crucial para guiar a investigação criminal e levar quer à identificação da vítima, quer ao esclarecimento do que ocorreu na altura da morte. A partir de vários casos forenses reais de antropologia forense, são explanados os alcances, os limites e os desenvolvimentos recentes da Antropologia Forense. São também abordados os cenários de identificação em cenários de exceção como é o caso dos crimes contra a humanidade e dos desastres de massa, nomeadamente os ataques terroristas. A identificação a partir de fragmentos é discutida assim como a documentação da violação e direitos humanos a partir dos ossos."

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral

“LISBOA É PORTUGAL”


Meu artigo de opinião no Público de hoje:

Na capítulo sexto de Os Maias, Eça de Queirós coloca Ega a dizer: «– Lisboa é Portugal – gritou o outro. – Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!...» (Arcada refere-se ao Terreiro do Paço). Não sei se é por isso que se diz hoje que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Numa outra obra, A Ilustre Casa de Ramires, Eça, nascido na Póvoa do Varzim e que estudou no Porto e em Coimbra, acrescentou: “Portugal é uma fazenda, uma bela fazenda possuída por uma parceria (…) Nós os Portugueses pertencemos todos a duas classes: uns cinco a seis milhões que trabalham na fazenda, ou vivem nela a olhar… e que pagam; e uns trinta sujeitos em cima, em Lisboa, que formam a ‘parceria’ que recebem e que governam.”

Lembrei-me do Eça a propósito da actual polémica acerca da transferência do Infarmed de Lisboa para o Porto. Esclareço desde já a minha posição, eu que sou que de Lisboa e que vivo há muitos anos em Coimbra (o meu pai, que trabalhava para o Estado, foi transferido para Coimbra): acho muito bem que o Infarmed vá para o Porto. Em primeiro lugar, um dos grandes problemas nacionais é o desequilíbrio da ocupação do território, que não deve ser visto apenas como a gritante dicotomia entre o interior e o litoral (Portugal, do ponto de vista demográfico, é um plano inclinado para o mar!), mas também como a não menos gritante concentração de recursos financeiros públicos na Grande Lisboa, onde está não só todo o governo como praticamente todos os organismos estatais (os recursos privados seguem os públicos). O Índice de Desenvolvimento Regional do Instituto Regional de Estatística mostra bem a posição destacada da Região Metropolitana de Lisboa face a todas as regiões do país, incluindo o Porto. Os trágicos incêndios deste ano deveriam fazer-nos reflectir sobre a necessidade de tornar o território nacional mais equilibrado. Mas receio que Lisboa (isto é, a “parceria” que governa) não tenha interiorizado isso. Lembro um compromisso ainda não cumprido pelo XXI governo constitucional: a “prioridade política da descentralização tendo em vista a coesão territorial e a diversificação dos pólos de desenvolvimento” e a “maior equidade nas oportunidades de valorização do país através da desconcentração de entidades e serviços”. Tem de ser mais do que uma pia intenção.

Em segundo lugar, se a candidatura do Porto à Agência Europeia do Medicamento teve boa recepção internacional, por que razão a Cidade Invicta não poderá albergar, precisamente num dos locais referenciados, a agência portuguesa correspondente? Recordo que o Porto ficou em 7.º lugar entre 18 concorrentes de toda a União Europeia, tendo sido particularmente prejudicado por Portugal já possuir duas agências europeias, curiosamente as duas em Lisboa, muito perto da Arcada e de S. Bento. Uma terceira agência na mesma capital seria algo nunca visto na Europa, descontado o caso especial de Bruxelas.

 Para ver quão estapafúrdia era a intenção inicial de alguns lisboetas de candidatar Lisboa, basta reparar que as agências europeias sedeadas em Espanha, estão em Barcelona, Bilbau, Vigo, Alicante e Torrejon (arredores de Madrid). E, em França, se é certo que duas estão em Paris, outras duas estão bem longe da torre Eiffel. Existem no Porto infraestruturas de categoria internacional e um cluster na área da saúde assaz relevante. É, portanto, um bom sítio para começar o processo de descentralização, agora com o Infarmed, que é preciso continuar: mude-se, por exemplo, o Tribunal Constitucional para Coimbra e a empresa estatal Lazer e Floresta para Pedrógão Grande. Os trabalhadores do Infarmed não querem sair de Lisboa por estarem na atitude um pouco saloia de só quererem trabalhar no quintal que conhecem? Pois que sejam atendidos os seus direitos, mas há muita gente altamente qualificada que está prontinha a ser contratada para o Porto. Ouvi dizer que os laboratórios de Lisboa não podem ser deslocalizados, mas não se trata de mudar a torre de Belém: é relativamente fácil fazer a mudança de  laboratórios de química.


É natural que a descentralização tenha inimigos. Mas o governo perderá credibilidade se for um deles e voltar atrás na decisão tomada. O Eça daria uma volta na campa…

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ANIVERSÁRIO DO RÓMULO EM COIMBRA


O RÓMULO - CCVUC FAZ NOVE ANOS!
Para comemorar a efeméride, teremos “COMO VEJO O MUNDO DE HOJE”, com ADRIANO MOREIRA.
4ª feira | 6 Dezembro 15 | 17h30 – 19h30

O RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra abriu as suas portas no dia de 24 de Novembro de 2008, dia de aniversário do professor e poeta Rómulo de Carvalho e Dia Nacional da Cultura Científica, no edifício do Departamento de Física daquela Universidade. No passado dia 24 de Novembro comemorou, portanto, os nove anos de funcionamento como centro de recursos para a aprendizagem das ciências e a difusão da cultura científica na sociedade. Dos cerca de 3000 títulos iniciais, passou para mais de 25000 hoje, dos quais 17000 estão catalogados, para além de uma notável colecção de livros, revistas, CD e DVD sobre temas de ciência. O RÓMULO, que integra a rede de centros Ciência Viva espalhados pelo país, tem sido palco de inúmeras actividades de cultura científica e por ele têm passado grandes figuras nacionais.  
No próximo dia 6 de Dezembro, pelas 18h00, terá lugar a sessão de aniversário, que se centrará numa conversa sobre “Como vejo o mundo hoje”, com Adriano Moreira.  Será moderador Carlos Fiolhais, director do RÓMULO. A sessão é aberta ao público em geral.
Antes, pelas 15h00, contamos com a representação de “História breve da lua”, de António Gedeão, por um grupo de alunos da Escola Secundária com 3º ciclo de D. Dinis, Coimbra, às 16h00, será inaugurada uma exposição intitulada “Gigantes da Ciência” e, pelas 17h00, um lanche (com magusto).
Para mais informações:

RÓMULOCentro Ciência Viva da Universidade de Coimbra 
                   Maria Manuela Serra e Silva
                   Telefone – 239 410 699
                   E-Mail – ccvromulocarvalho@gmail.com
                   Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002912006773

                   Página: https://www.uc.pt/iii/romuloccv

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

OPORTUNIDADES DE LIVROS NA GRADIVA


Aniversário do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

No próximo dia 5 de Dezembro, o Museu da Ciência comemora onze anos:

http://www.museudaciencia.org/index.php?module=events&option=&action=&id=818

Para assinalar esta data haverá diversas actividades durante o dia, entre as quais  se destaca a inauguração da exposição VENHO DE LONGE - AVES MIGRATÓRIAS: http://www.museudaciencia.org/index.php?module=events&option=exhibitions&action=&id=819

 O programa da sessão é o seguinte: 12H00: sessão de boas vindas com a presença do Reitor da Universidade de Coimbra (Laboratorio Chimico)

A QUÍMICA DO AMOR NO RÓMULO

DIÁSPORA CIENTÍFICA PORTUGUESA: DEBATE EM LISBOA

Ciência e Religião: meu diálogo com Frei Bento Domingues em Viseu

http://rr.sapo.pt/noticia/99849/frei-bento-domingues-e-carlos-fiolhais-religiao-versus-ciencia

XXXI Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis: MINERAIS DE LÍTIO

Informação chegada ao De Rerum Natura.


O Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC-ULisboa) organiza, de 7 a 10 de dezembro, a XXXI Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis, subordinada ao tema "MINERAIS DE LÍTIO".

Este evento, que constitui desde 1988, uma grande festa do MUHNAC-ULisboa e uma marca na vida cultural da cidade, reúne colecionadores e comerciantes de minerais, gemas e fósseis, oriundos de vários países da Europa, bem como um vasto público, representado por milhares de visitantes, que tem aqui uma oportunidade ímpar de adquirir ou simplesmente deleitar-se com a observação de exemplares únicos.

Paralelamente à Feira, terá lugar um programa complementar de conferências e atividades
de divulgação cultural e científica, destinada a jovens e adultos.

Horário
7 de dezembro - das 13h00 às 20h00
8 e 9 de dezembro - 10h00 às 20h00
10 de dezembro - 10h00 às 18h00

ENTRADA LIVRE

Mais informações em www.museus.ulisboa.pt